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A genética dos meus bovinos não é top de linha. E agora?

Atualizado: 22 de jan.

Para darmos início a nossa sequência de publicações sobre a questão do melhoramento genético, vamos iniciar com o questionamento “Desconheço a genética dos meus bois, e agora?”. Calma! A genética é uma receita fundamental para a nossa existência, mas ela NÃO expressa tudo que somos.


Vamos focar nos bovinos? Na literatura científica, já está bem claro que as características físicas, morfológicas e comportamentais são determinadas pela carga genética do indivíduo, mas o que acontece de fato não é exatamente isso!!!


A genética não é tudo quando nos referimos ao fenótipo (corpo, músculos, dorso, lombo, úberes e outras características observáveis) de bois e vacas. Em outras palavras, ainda que os genes (DNA) tenham uma “receita” de como deve ser o organismo de cada ser vivo, muitas características morfológicas, fisiológicas e comportamentais (fenótipo) manifestam-se em maior ou menor grau conforme o ambiente em que os animais estejam.


Logo, a genética é influenciada pelo meio! Mas o que isso significa? Isso quer dizer que mesmo que você invista em animais de boa genética, com as características físicas e metabólicas ideais para a sua produção, se não houver alimentação adequada, sistema de bem estar térmico, ausência de estresse, manejo e controle de pragas, investimentos em sanidade animal e outros, de nada ou pouco adiantará uma genética perfeita!


Por outro lado, caso você tenha pouca ou nenhuma informação sobre a genética dos seus animais, procure dar mais atenção a indicadores específicos de uma boa produtividade, como: ganho de peso, tamanho e qualidade dos úberes, condições do parto, tamanho/peso médio dos bezerros ao nascer, quantidade de leite produzido por dia, rendimento da carcaça, tolerância ao frio/calor e outros.


Como dissemos lá no início, a genética não age sozinha, apesar de ser a “receita” de como deve ser cada organismo. A determinação das características de comportamento, metabolismo, porte físico e morfologia dos bovinos, assim como de qualquer outro ser vivo, dependerá da ação sincronizada entre genes e fatores ambientais.


Então, se você desconhece a genética do seu gado, preocupe-se em fornecer dietas balanceadas, um ambiente térmico agradável, fácil acesso à água limpa, cochos sempre cheios, alimentos palatáveis, um manejo sem uso de agressividade, gritos ou tapas para lidar com os animais e o máximo de bem estar possível.


Pode ter certeza que, mesmo sem uma genética favorável, você terá a garantia de uma boa produtividade. E conforme for aumentando sua margem de lucro, poderá investir em bovinos com a genética desejada, compra de sêmen selecionado, inseminação e outros métodos de aperfeiçoamento da raça ou mistura de raças para obtenção das características desejadas.


Se for seguir por si mesmo, procure fazer cruzamentos dirigidos, mas tome cuidado com a consanguinidade. Ela pode aumentar a incidência de doenças comumente encontradas em cada tipo de raça e favorecer morfologias não desejáveis, comprometendo o desempenho produtivo e reprodutivo dos animais.


CUIDE BEM DOS SEUS BOVINOS!




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